Os lubrificantes e fluidos automotivos da nossa categoria de motor e transmissão são compostos químicos essenciais projetados para minimizar o atrito entre superfícies metálicas em movimento, dissipar o calor da combustão e transmitir pressão hidráulica em sistemas de frenagem, transmissão e direção.
O cumprimento rigoroso das especificações de viscosidade SAE (ex.: 5W30, 10W40), classificações API, ACEA e homologações das montadoras assegura a formação da película lubrificante adequada, prevenindo o desgaste prematuro, a oxidação e as falhas catastróficas do conjunto mecânico.
O óleo de motor atua na lubrificação hidrodispersante do grupo térmico, reduzindo a fricção entre pistões, bronzinas e comando de válvulas, além de neutralizar resíduos da combustão. Disponível em bases minerais, semissintéticas e sintéticas, a opção sintética oferece maior estabilidade termo-oxidativa e menor volatilidade em regimes severos. A escolha do índice de viscosidade adequado (como SAE 0W20 ou 5W30) garante a fluidez rápida na partida a frio e a sustentação da pressão de óleo em altas temperaturas.
O óleo de transmissão lubrifica as engrenagens, rolamentos e sincronizadores em caixas manuais e atua como fluido hidráulico e de fricção em transmissões automáticas episcopilares, CVT e de dupla embreagem. Sua formulação com aditivos de extrema pressão (EP) e modificadores de fricção previne o desgaste dos dentes das engrenagens, evita o patinamento das embreagens internas e dissipa o calor gerado no conversor de torque.
O fluido de freio é um composto higroscópico à base de glicol ou silicone, encarregado de transmitir a força hidráulica do cilindro mestre às pinças e tambores de freio. Classificado nas especificações DOT 3, DOT 4 e DOT 5.1, diferencia-se pelo ponto de ebulição seco e úmido. A resistência a altas temperaturas é fundamental para evitar o fenômeno de vapor lock (formação de bolhas de vapor de água por aquecimento), que causa a perda de pressão no pedal.
O fluido de arrefecimento (ou aditivo de radiador) é uma solução de monoetilenoglicol e inibidores de corrosão sintéticos (tecnologias OAT ou HOAT) encarregada de elevar o ponto de ebulição e rebaixar o ponto de congelamento da água do sistema. Sua presença impede o superaquecimento do motor, a cavitação na bomba d'água e a corrosão galvânica em componentes de alumínio e ferro fundido.
O óleo de direção hidráulica é um fluido hidráulico de alta viscosidade e estabilidade ao cisalhamento, projetado para alimentar a bomba de palhetas e a cremalheira da direção assistida. Sua aditivação antifoam (antiespumante) e antioxidante garante a transmissão de força sem variações na assistência, protegendo retentores e vedações sintéticas contra o ressecamento.
Os kits de revisão reúnem o volume exato de óleo de motor, fluidos complementares e os filtros operacionais (óleo, combustível, ar do motor e cabine) homologados para cada especificação de motorização. A solução integrada garante compatibilidade química total entre o lubrificante e os elementos filtrantes, simplificando o processo de manutenção preventiva.
A identificação do produto correto deve ser feita mediante a consulta ao manual do proprietário, observando os índices de viscosidade SAE e as aprovações técnicas exigidas pela montadora.
O óleo de motor deve ser trocado a cada 5.000 km ou 10.000 km (ou a cada 12 meses, o que ocorrer primeiro); o fluido de freio exige substituição a cada 24 meses, e o fluido de arrefecimento varia entre 2 a 5 anos conforme a tecnologia do aditivo.
Não se deve misturar óleos de viscosidades, bases (mineral e sintética) ou pacotes de aditivos distintos, pois a reação entre os compostos químicos pode provocar a precipitação de borra e a perda das propriedades lubrificantes.